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Guedes defende redução de tarifa e liberdade para acordos fora do Mercosul

Para o ministro, a união entre os países do grupo pode fortalecer a chance dos mesmos fecharem acordos com demais blocos

Publicada em 23/04/21 às 18:59h - 85 visualizações

por Aldeia FM


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Paulo Guedes, ministro da Economia  (Foto: Aldeia FM)

Apostando na abertura econômica do Brasil no cenário pós-pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu reavaliação nas regras do Mercosul, permitindo que países do bloco façam acordos bilaterais externos sem afetar as relações comerciais entre os membros. 

"Deixa um dos nossos membros fazer um acordo lá fora diferente e, se tiver bom, o grupo avança naquela direção", sugeriu ele nesta sexta-feira (23), em sessão do Senado sobre o atual cenário do Mercosul. "Que cada um possa se mover um pouco na direção que lhe parecer mais conveniente", completou. 

Ele ponderou, no entanto, que tal medida não pode prejudicar o objetivo inicial do Mercosul: integração e facilitação do comércio. "Às vezes, avançar é permitir velocidades um pouco diferentes: a ideia de que somos próximos e vizinhos deveria exatamente significar a liberdade de ter ritmos um pouco diferentes", reforçou. 

Por outro lado, o ministro ainda acha que a união entre os países do Mercosul pode fortalecer a chance dos mesmos fecharem acordos com demais blocos. "Se estamos juntos, estamos mais fortes: juntos, faremos um dos blocos de comércio mais importantes do mundo. [...] de um lado, (estamos) tentando acesso à OCDE e juntos, de mãos dadas com eles (Argentinos), tentando o acordo com a União Europeia", explicou. 

Guedes ainda manifestou interesse em parcerias comerciais com o bloco de países Asiáticos. "Gostaríamos de prosseguir nas nossas conversas com Canadá, Japão, Coreia do Sul, etc", disse. 

Como exemplo de benefícios da abertura econômica para o país, o ministro citou a maior competitividade que o Brasil ganhará na produção e distribuição, bem como exportação, nos setores de gás natural e de cabotagem com a entrada na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que exige a modernização da legislação brasileira nesses setores. 

"Tem todo um horizonte de investimentos pela frente que podemos deflagrar com essa visão mais competitiva, derrubando os custos de transporte, aumentando o fluxo de comércio, liberalizando para os investimentos e, voltando para o nosso Mercosul, com ritmos distintos para que o Mercosul continue sendo um veículo interessante para os seus componentes", completou. 

Redução da TEC

Uma segunda dimensão que o ministro afirmou querer explorar é a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. 

"Achamos que é importante reduzir. Fizemos uma proposta de reduzir apenas 10%: quando se fala 10%, se você tem uma tarifa de 30% de um produto específico, você está baixando de 30% para 27%. Quer dizer, isso ai não machuca ninguém", afirmou. 

Na avaliação dele, o movimento de redução da TEC fortaleceria, nos olhos do mercado, o compromisso do Brasil com a abertura econômica. "Se não, a turma acha que a economia vai continuar fechada. Temos que mandar um sinal para falar: olha, estamos baixando um pouquinho", comentou.




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